Monstro Animal
TREM QUE PULA, TRACAJÁ, SANGUINOLENTO!

Obscena

Cada dia mais, a minha objeção se torna irrelevante

Restos inúteis de um recato besta, de vaidade

Minhas certezas se confundem com teu corpo insinuante

E o meu pudor penetra a fundo tua obscenidade

 

Quantos passos foram nesse longo asfalto

Quantos tijolos empilhados nesse muro alto

Mais uma peça da tua roupa que desliza até o chão

Mais um pensamentinho sujo integra a nossa coleção

 

E para você tanto faz se frio ou se calor

Não há temperatura nessa onda de torpor

E quando cai a noite enquanto o dia encerra

Calar não mais tem cabimento, quem não grita, berra

 

Eu quero você nua, és o meu próximo poema

Sem “make-up” ou qualquer coisa, nosso ardente casamento

A nós não se aplicam modos nem discernimento

E nessa selva, dentre tantas, és a flor mais obscena.

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