Monstro Animal
TREM QUE PULA, TRACAJÁ, SANGUINOLENTO!

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Curitiba 324 Anos

março 29, 2017

Sou mineiro de Londrina, radicado em Curitiba. Comecei a conhecer essa cidade em Balneário Camboriú, que já era a praia de muitos curitibanos nos anos 70 e meados dos anos 80. Foi minha prima, Cristiane, curitibana nata, essa sim, quem me carregou pelas mãos. Ela me apresentou a Sorveteria Effes, onde os curitibanos tomavam suas […]

Dois Mil e Dezessete

janeiro 2, 2017

A nossa casinha Maior do que o espaço sideral Não cabia em um vaso de flores   Os nossos problemas Menores do que um pardal Formando um rosário de dores   E nós dois Experientes, um lindo casal Perdidos no grande jardim de cores   Que é lúgubre E já recebeu muito vendaval Inóspito abrigo […]

Sobre Rinite e Dinheiro No Lixo (ou Curitiba x São Paulo)

dezembro 23, 2016

Quem diz que o curitibano não gosta de falar com estranhos é porque não sabe puxar assunto. Até no elevador o nativo da capital paranaense não resiste a um papo para quebrar o gelo. Quer ver? Comente sobre a meteorologia. Não há em Curitiba quem não aprecie um relatório de última hora sobre o boletim […]

As Redes

dezembro 15, 2016

Deus me sacuda ou acuda / porque sacudo estou eu / contudo / ou com tudo o que secou ou morreu Confuso estou com o fuso que pereceu / na espiral infinita do parafuso espanado e sem uso / da engrenagem de um tempo obtuso diante do óbito que sucedeu Com cada pessoa esquisita / […]

Inescapável Poesia

setembro 11, 2016

Poesia, poesia, poesia, minha inescapável poesia És esse mal iluminado caminho até os poetas Tão labiríntica, tão bagunçada, tão crua A passagem mais longa, sem pistas ou metas Não há em você direção, compaixão ou companhia   Mas o que queres de mim, se eu não sou poeta Serei, eternamente, um ser imberbe e covarde […]

Obscena

agosto 9, 2016

Cada dia mais, a minha objeção se torna irrelevante Restos inúteis de um recato besta, de vaidade Minhas certezas se confundem com teu corpo insinuante E o meu pudor penetra a fundo tua obscenidade   Quantos passos foram nesse longo asfalto Quantos tijolos empilhados nesse muro alto Mais uma peça da tua roupa que desliza até […]

O Barulho Das Coisas II (Crônica escrita em sala, durante Oficina com Luis Henrique Pellanda)

agosto 5, 2016

Interessante ouvir o barulho das coisas diante do silêncio na sala de aula. Estamos todos em uma oficina de crônicas, temos que escrever uma, o tempo não é muito. Tento me concentrar, ouço o barulho da minha própria caneta sobre o papel. A respiração dos colegas, igualmente concentrados, duelando com a distração deles. Queria encontrar […]

A Crônica

agosto 2, 2016

Essa manhã foi quase igual a todas as manhãs: saquei o velho casaco do armário. A diferença é que me pareceu mais pesado do que na noite passada, quando pousei-o sobre o cabide. Procurando, encontrei algo pulsando em um dos bolsos. Era uma crônica. Ao retirá-la do bolso, era ela que me fitava, pequeno e […]

Cintia, Suzi, Sofia

julho 28, 2016

Após tentativas ao computador, pelo método natural, decidi mudar a estratégia. Eu iria parir essa crônica nem que fosse na rua, em meio à comoção dos carros e pessoas, diante da semi-histeria da cidade. Escolhi o centro de Curitiba para ver se conseguia induzir as primeiras contrações do parto. Fui em direção a uma das […]

Acelga (crônica criada durante a Oficina de Crônica do Luis Henrique Pellanda)

julho 25, 2016

“Você é perecível ao tempo!”, foi o que ela disse. Eu sei que todos nós somos perecíveis, naturalmente. A partir do momento quando nascemos, é certo que passamos a perecer, nossa espécie não foi feita pra durar para sempre, temos prazo de validade. Mas não era a mim, especificamente, que ela se referia, mas ao […]